Enxergando além da curva
Com os pés bem plantados no presente, empresário fluminense avalia o futuro do seu Estado e entra pesado no Nelore.
Nos últimos anos, assistimos à entrada de vários empresários fluminenses na pecuária de corte de elite, em especial na seleção de Nelore. O Rio de Janeiro se mostra bastante sintonizado com o contexto do agronegócio na região Sudeste, onde, fatalmente, as terras serão tomadas pela cana-de-açúcar e lavouras de grãos, empurrando sua pecuária para outras praças. O fenômeno já é observável em localidades tradicionais, como Araçatuba (SP) e até Uberaba (MG), a “capital mundial do zebu”. Entre esses novos investidores fluminenses está Ronald de Carvalho, da Fazenda Boa Vista, em Barra do Piraí, cidade próxima à Volta Redonda (RJ). Todo seu projeto em torno de Nelore está sintonizado com esta nova realidade.
Toda a fundamentação de Ronald para sua entrada no Nelore está no vislumbre de oportunidades que se abrem para o Estado. “O Rio de Janeiro tem uma nova possibilidade de brilhar na pecuária nacional, basicamente na de elite, aproveitando terras de difícil mecanização e propriedades pequenas para a produção de carne em escala, para se tornar um importante celeiro de produção de genética de ponta. Estamos em um ponto estratégico em relação a São Paulo e Minas Gerais, podendo atendê-los de forma muito satisfatória e até dirigir parte de nosso mercado ao exterior”, explica. A pecuária bovina do Rio trabalha hoje com um rebanho de, aproximadamente, 2,3 milhões de cabeças (setembro de 2006) contra 14,4 milhões (2004) paulistas e 20 milhões (2004) mineiras.
E é bom frisar que no Rio de Janeiro o número de novos neloristas é crescente, figurando entre os estados que mais contribuem para a expansão da raça, neste item.