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Emprego industrial no país cresce 3,2% em 12 meses
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
 

O emprego industrial cresceu 0,6% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Na comparação com fevereiro do ano passado, houve expansão de 3,2% no pessoal ocupado no setor. No ano, há alta acumulada de 3% no primeiro bimestre ante igual período do ano passado e em 12 meses, aumento de 2,5%.

Os dados ante fevereiro de 2007, para os quais há detalhamentos regionais e setoriais, mostram que houve crescimento do emprego industrial em 11 dos 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo (4,6%), Região Nordeste (4,3%), Minas Gerais (3,1%) e Região Norte e Centro-Oeste (3,8%). Segundo o documento de divulgação do IBGE, a expansão do emprego nessas áreas "está respondendo à maior produção de bens de capital, de bens de consumo duráveis e ao dinamismo das vendas externas de commodities agrícolas". Em sentido contrário, Espírito Santo (-1,6%), Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,1%) exerceram os impactos negativos.

Setorialmente, no total do País, 11 dos 18 segmentos pesquisados contribuíram positivamente para o crescimento do pessoal ocupado, com destaque para máquinas e equipamentos (14,1%), meios de transporte (10,7%), alimentos e bebidas (4,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,9%) e produtos de metal (9,3%). Por outro lado, as pressões negativas no resultado global foram exercidas, sobretudo, por calçados e artigos de couro (-10,9%), vestuário (-3,9%), madeira (-7,2%) e têxtil (-3,9%).

Salário fica estável


O valor da folha de pagamentos real dos trabalhadores da indústria ficou estável em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE. Nas comparações com iguais períodos de 2007, os resultados da folha industrial continuam positivos: 4,4% no mês de fevereiro e 5,3% no acumulado no primeiro bimestre. Em 12 meses, até fevereiro, houve aumento de 5,5%.

Ante fevereiro de 2007, a folha de pagamento real cresceu em 12 dos 18 setores investigados. Os principais impactos positivos vieram de meios de transporte (12,8%), máquinas e equipamentos (10,2%) e produtos de metal (19,3%). Já as maiores pressões negativas, na comparação com igual mês do ano passado, foram dadas pela indústria extrativa (-21,9%), produtos químicos (-6,8%) e calçados e artigos de couro (-7,9%).

Avaliação em 20 meses

O mercado de trabalho industrial prossegue em trajetória de recuperação, refletindo o bom desempenho da atividade do setor, segundo o economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE. Ele destacou que a expansão de 3% apurada em fevereiro ante igual mês de 2007 é a 20ª taxa positiva consecutiva na comparação com igual mês de ano anterior.

Além disso, o crescimento de 3% no primeiro bimestre, na comparação com igual período do ano passado, mostra um ganho de ritmo em relação ao aumento de 2,2% na ocupação apurado em todo o ano de 2007 ante 2006.

Macedo exemplificou que os segmentos que estão mostrando melhores resultados na produção da indústria são também os que registram maior crescimento no número de ocupados, como máquinas e equipamentos e meios de transporte, incluindo automóveis.

Por outro lado, segmentos que só recentemente revelaram alguma reação na produção e ainda se mantêm bem abaixo da média da indústria continuam puxando para baixo o emprego industrial, como calçados e artigos de couro (-10,9%) e vestuário (-3,9%). Apesar dessas pressões negativas, Macedo considera os resultados do emprego industrial em fevereiro como "amplamente positivos".

 
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